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Neste blog esperamos que vocês encontrem novidades, vídeos e conteúdos em geral sobre CORTICÓIDES E HORMÔNIOS DA TIREÓIDE. Há por parte dos alunos colaboradores do blog uma incessante vontade de melhorar e progredir, portanto qualquer dúvida sobre o conteúdo será prontamente respondida ou sugestões serão consideradas.

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Grupo de CORTICÓIDES E HORMÔNIOS
DA TIREÓIDE

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Tireóide eo sistema neuropsíquico


A tireóide ou tiróide é uma glândula responsável pela regulação do metabolismo geral do organismo e muito relacionada ao sistema neuropsíquico. As alterações clínicas e francas dessa glândula, para mais (Hipertiroidismo) ou para menos (Hipotiroidismo) comprometem significativamente o psiquismo, entretanto, pequenas alterações (subclínicas), muitas vezes sem sintomas claros e evidentes também podem envolver as emoções
Recentemente é forte a tendência nas pesquisas sobre estados subclínicos das alterações de tiróide, mas suficientes para produzir complicações emocionais. O diagnóstico desses casos subclínicos se firma laboratorialmente. O Hipotiroidismo Subclínico e o Hipertiroidismo Subclínico são caracterizados por concentrações normais de T4 e T3 nos exames e valores mais elevados de TSH elevado Hipotiroidismo Subclínico ou diminuído no Hipertiroidismo Subclínico. As prevalências são baixas e os sintomas e sinais clínicos de disfunção tiroideana escassos. No Hipotiroidismo Subclínico, colesterol total e LDL-C estão ligeiramente elevados.
A tiróide é envolvida nas questões emocionais por conta do envolvimento do Hipotálamo diante das emoções. Começam no Hipotálamo as alterações na secreção do TRH, conseqüentemente alterando a produção hormonal da Hipófise de TSH e, conseqüentemente também, produzindo alterações da Tiroxina na tiróide, tanto aumentando quanto diminuindo a produção. Na Fase de Alarme do estresse é comum o hipertiroidismo e no Esgotamento o hipotiroidismo, embora essas alterações possam acontecer inversamente.
O curioso em relação à tireóide é a reciprocidade entre essa glândula e as emoções; os estados emocionais mais contundentes e o estressem leva a alterações da tireóide, entretanto, as alterações da tiróide também levam às alterações emocionais, fechando assim um círculo vicioso.
Assim sendo, alterações de tireóide junto com alterações psiquiátricas são muito comuns, chegando a chamar atenção dos clínicos, psiquiatras e endocrinologistas. Explicar, entretanto, se elas ocorrem porque a tireóide interfere no psiquismo ou se o psiquismo interfere na tireóide tem sido objeto de muitos estudos.
Inquestionável na prática é o fato dos tratamentos psiquiátricos melhorarem muito a função da tireóide alterada e vice-versa.


Referência: http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=136&sec=22


Postado por : Rayane Marques Cardoso

Emoções Destrutivas



Por meio de sessões de psicoterapia, a psicóloga brasiliense Lívia Borges descobriu que dificuldades de relacionamento desencadearam uma disfunção da glândula tireóide
Durante exames de rotina, em 1998, a psicóloga Lívia Borges, de 39 anos, descobriu que os níveis dos hormônios de sua tireóide estavam abaixo do normal. Foi um susto e uma surpresa. "Eu não me sentia doente", lembra. Na consulta com um endocrinologista, veio o diagnóstico: hipotireoidismo. Sua glândula funcionava num ritmo muito lento, e Lívia teria de tomar remédios para o resto da vida. Foram cinco anos à base de hormônios sintéticos. "Em 2003, resolvi fazer psicoterapia, porque minha vida não estava nada boa", conta ela. Depois de seis meses de sessões, tudo começou a ficar mais claro: "Eu me sentia constantemente agredida nos relacionamentos pessoais. Eu entregava muito mais do que recebia, e essa troca desigual não me fazia bem. “Era assim no meu casamento, nas minhas amizades e na minha família”. Desvendados os mecanismos psíquicos que a levavam a comportar-se dessa maneira, Lívia resolveu parar com os medicamentos. Hoje, sua tireóide vai muito bem e sua cabeça idem. O hipotireoidismo era, como se costuma dizer, de fundo emocional. Explicar o peso dos conflitos íntimos na gênese e no tratamento dos mais diversos distúrbios representa um desafio. Desafio que, agora, une médicos e psicólogos, lados antes muito conflitantes. O reconhecimento, por parte dos primeiros, de que desequilíbrios de ordem psíquica podem, sim, ter um impacto direto na saúde ampliou bastante o campo de investigação da medicina psicossomática, a disciplina que procura estabelecer uma relação de causa e efeito entre o que vai pela mente e pelo corpo. O número de pessoas que sucumbem fisicamente às suas próprias emoções é enorme. De cada dez pacientes que procuram um médico pela primeira vez, três apresentam queixas inexplicáveis na aparência, sem nenhuma causa orgânica. Tais sintomas esclarecem os psicólogos, surgem exatamente para chamar a atenção para o sofrimento psíquico. "Quando são apenas sinais, diz-se que o paciente está somatizando", explica o psicanalista Roque Magno de Oliveira, professor da Universidade de Brasília. Mas pode ocorrer de esse processo de somatização, detectável durante uma consulta médica mais acurada, já ter causado males verificáveis por exames clínicos e laboratoriais. Nesse caso, está diagnosticada uma "doença de origem psicossomática", que precisa ser curada por meio de remédios e tratamentos convencionais. O encaminhamento a um psicoterapeuta, aqui, deve ser feito em paralelo. Não raro a atenção aos transtornos psíquicos não só previne o surgimento de doenças como ajuda no combate aos males orgânicos instalados por eles.


Referência: http://www.datamed.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=64&Itemid=34


Postado por: Rayane Marques Cardoso

Qual é a importância do rastreamento e do tratamento do hipotireoidismo subclínico na gravidez?





Há pelo menos três décadas, a literatura mundial vem mostrando que o hipotireoidismo materno na gestação é causa de déficit do desenvolvimento neuropsicológico do concepto, com repercussões sobre o quociente de inteligência (QI) de crianças em idade pré-escolar e escolar. Contudo, Haddow, em 1999, levantou uma polêmica maior: a de que o hipotireoidismo subclínico não tratado na gestação também influenciaria no desenvolvimento intelectual dessas crianças. Em um estudo observacional, esse pesquisador avaliou o QI de 62 crianças, com oito anos de idade, nascidas de mães portadoras de hipotireoidismo subclínico durante a gestação (tratadas e não-tratadas), em comparação com 124 controles, em uma região sem deficiência de iodo. Demonstrou que as crianças, de mães com hipotireoidismo subclínico, apresentavam o QI quatro pontos abaixo em relação ao das crianças controles. Esse déficit foi mais evidente nas crianças de mães que não foram tratadas durante a gestação: 19% destas crianças tinham o QI menor que 86, em relação aos 5% do grupo controle, e a média do QI era 7 pontos mais baixa. As crianças de mães tratadas, em contrapartida, apresentaram os mesmos resultados do grupo controle. O hipotireoidismo subclínico é definido como elevação dos níveis circulantes de hormônio tireotrófico (TSH), sem alterações dos valores absolutos dos hormônios tireoidianos (T4 total, T4 livre, T3) em pacientes assintomáticas. A incidência de hipotireoidismo subclínico durante a gravidez é de 2% a 2,5%. Sabe-se que hormônios tireoidianos maternos têm papel preponderante no desenvolvimento neurológico fetal até a 18 semanas de gestação, quando então, a tireóide fetal inicia sua produção hormonal. Contudo, alguns estudos salientam que o papel dos hormônios maternos mantém-se até o final da gravidez, apesar de exercer menor influência nesta fase, e determina um desenvolvimento neurológico adequado. Em contexto atual, ainda de indefinição e, considerando-se sua importância, é preciso determinar quando e como rastrear essa enfermidade. Portanto, torna-se muito evidente a relevância dos hormônios tireoideanos no crescimento e no desenvolvimento neurológico e seu déficit no ambiente fetal, mesmo que de forma pouco intensa, parece ser prejudicial. Logo, o rastreamento do hipotireoidismo subclínico na gravidez ou no período pré-concepcional, bem como seu tratamento, demonstra ser razoável até o momento. Cabe ressaltar, entretanto, que os estudos ainda são poucos e, apesar de serem concebidos com raciocínio envolvente, carecem de melhor metodologia para capitalizar credibilidade em relação ao benefício para essas crianças se o hipotireoidismo subclínico materno estiver sob um enfoque terapêutico.

Referência: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302003000300011&script=sci_arttext&tlng=en


Postado por : Rayane Marques Cardoso

O estresse e a tireóide

video

VÍDEO!!!!!!
Este vídeo trata um pouco da tireóide e as implicações do estresse nessa glândula.
Postado por : Rayane Marques Cardoso

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Síndrome de resistência ao hormônio tireoidiano

A SÍNDROME DE RESISTÊNCIA AO HORMÔNIO tireoidiano (RHT) é caracterizada pela reduzida resposta dos tecidos-alvo ao hormônio tireoidiano (HT), apesar das elevadas concentrações séricas de T3 e T4 livres, associada a um TSH elevado ou inapropriadamente normal característico da sensibilidade reduzida do tireotrofo. Refetoff e cols., em 1967, foram os primeiros a descrever a síndrome clínica de RHT em dois indivíduos que apresentavam bócio, surdo-mudez e atraso na idade óssea. Os níveis séricos de HT eram elevados, contrastando com os sintomas de hipotireoidismo. A administração de HT exógeno não produziu o efeito metabólico esperado e também não suprimiu o TSH estimulado pelo TRH. Após 20 anos, a base molecular da RHT foi elucidada e se deve a anormalidades no receptor ß do hormônio tireoidiano (TRß). Desde o primeiro relato, foram identificados mais de 700 indivíduos com RHT provenientes de cerca de 250 famílias. A prevalência da RHT é de aproximadamente 1 em 50.000 recém-nascidos.

Os sinais, sintomas e anormalidades laboratoriais observadas na RHT só ocorrem devido à resposta reduzida ao HT pelos tecidos periféricos e hipófise, resultando em um feedback negativo anormal do T3 no TSH/TRH e ação intracelular do T3 diminuída (figura 1).


A ausência de feedback negativo do T3 no TSH resulta em uma secreção persistente de TSH, estimulação da glândula tireoidiana e conseqüente aumento da síntese e secreção de HTs. O TSH normal ou discretamente aumentado responde ao estímulo com TRH, esta resposta distingue indivíduos com RHT daqueles com adenoma hipofisário secretor de TSH.

Bócio é a anormalidade mais comumente encontrada no exame físico, ocorrendo em 85% dos casos. Taquicardia, que ocorre em 90% dos indivíduos com RHT, é causada pela ação do HT em níveis elevados no TRa (16). Metade dos pacientes com RHT tem dificuldade no aprendizado, freqüentemente associada com hiperatividade e déficit de atenção e, em geral, baixo quociente de inteligência (QI). Entretanto, retardo mental (QI <>




Não existe um tratamento específico para corrigir completamente o defeito na RHT. Na maioria dos casos, a resistência parcial ao HT parece ser adequadamente compensada pelo aumento endógeno de HT, não é necessário nestes casos nenhum tratamento. Os demais sintomas são tratados, em geral, da mesma maneira que se trata em casos de hiper e hipotireoidismo, para não permitir o agravamento do quadro.

O tratamento da RHT, no futuro, será com o uso de drogas que irão interagir especificamente com o TRß mutante, este análogo do HT deverá se ligar com uma maior afinidade ao TRß mutante e vai eliminar o seu efeito dominante negativo.

Postado por Mário Henrique Santana Dornelas
Fonte: Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia.